Oficina de Problematização

Na manhã do dia 22/06 (segunda-feira), no salão da Sociedade Santos Mártires (Jd. Ângela), foi realizada a Oficina de Problematização dos resultados da pesquisa “Conexões da Zona Sul”, com a presença de 14 pessoas, sendo 7 representantes de empreendimentos visitados, 3 da Fundação Getúlio Vargas, 1 da PUCSP e 1 do IVM – Cidade em Movimento.

Para conhecer mais sobre cada local visitado, consulte a aba nas Oficinas, ou consulte diretamente cada local: A BancaÂngela de Cara LimpaAssociação Capão Cidadão, Bloco do Beco, Casa de Cultura e Educação São LuisClube de Trocas Casa Blanca, Coletivo Dedo VerdeEscola de Notícias, Espaço Comunidade, GomaParque Santo Dias, Projeto Arrastão e União Popular de Mulheres.

Na atividade foram apresentados:

1) Os objetivos e a metodologia do projeto

Ressaltou-se a condição de co-pesquisadores das pessoas envolvidas nas oficinas de mapeamento, pois elas participaram ativamente da produção dos resultados da pesquisa (mapas dos locais e das relações). O conteúdo da apresentação pode ser consultado em Informações do Projeto.

2) Os resultados parciais da pesquisa

Cada local visitado e presente na oficina apresentou sua organização ou empreendimento a partir do Blog, falou sobre a experiência de participação nas Oficinas de Mapeamento Participativo e também sobre o mapa da rede que foi produzido em cada oficina.

Sobre as “oficinas de mapeamento participativo”, os participantes ressaltaram:

  • a qualidade do método participativo utilizado nas “oficinas de mapeamento”, que envolveu os participantes em uma tarefa significativa e útil para elas;
  • a relevância e utilidade do produto de cada oficina, pois cada local ficou imediatamente com a foto do mapa de suas relações;
  • a importância da construção do Blog da Pesquisa (assim como da rápida postagem do relatório de cada oficina, apresentado o local, suas atividades e seu mapa de relações), o que deu visibilidade para a rede de relações de cada local mapeado, possibilitando o conhecimento recíproco das redes uns dos outros;
  • a possibilidade, tendo o mapa e o Blog , de aprimorar o conhecimento de sua posição e situação na região, seguida de reflexão, conversa coletiva e replanejamento de prioridades de seus empreendimentos ou organizações.

3) Análise da Rede Social

Na sequencia foram apresentados os mapas produzidos em cada oficina, seguidos da apresentação de diagramas das redes sociais, produzidos com a utilização de um site de Análise de Redes Sociais (ARS) disponível na Internet, o Lynksoft.

O último diagrama apresentado foi nomeado como “Conexões da Zona Sul” e representa o conjunto da “rede de relações solidárias” da Zona Sul, contendo 150 locais mapeados nas 13 oficinas, assim como 20 conectores (nós com 3 ou mais relações) e um total de 229 relações. O diagrama pode ser consultado no link ARS – CZS e também na imagem abaixo:

99 Conexões da Zona Sul (rede)Legenda:
Vermelho (locais das oficinas de mapeamento– conectores);
Laranja (parceiros, possíveis conectores identificados na análise da rede);
Azul (empreendimentos incubados ou agregados aos locais das oficinas);
Cinza (equipamentos públicos e administração pública);
Verde (parceiros); Preto (empresas privadas).

4) Conversa sobre a Rede

Nessa etapa da atividade foi proposto ao grupo que conversasse sobre as seguintes questões:

  1. O que esta “rede de relações solidárias” significa?
  2. Quais seus potenciais?
  3. Quais desafios ela precisa enfrentar e superar para alcançar seus potenciais?

Algumas “respostas” emergiram da conversa:

a) Sobre o significado da rede:

  • a rede demonstra que há de tudo na ZS e que, portanto, é possível contratar na região tudo aquilo que é contratado fora, seja por hábito, comodidade ou economia;

b) Sobre seus potenciais:

  • a rede já possibilita que aconteçam atividades coletivas e, quando ativada pelos parceiros, ela fortalece a economia local;
  • o conhecimento da rede pelos elos (atores locais) possibilita a sua ampliação e o fortalecimento de cada elo;
  • o conhecimento da rede pelos atores locais pode possibilitar a construção de “projetos setoriais”. Foram indicados alguns já na oficina, nas seguintes áreas: Cultura e educação popular; Reciclagem de resíduos urbanos; Agricultura urbana e educação alimentar; Construção sustentável;

c) Sobre seus desafios:

  • para que a rede se dinamize, é necessário:
  1. a manutenção de uma estratégia de comunicação interna à rede (blog, e-group etc.);
  2. uma mudança de atitude visando dar prioridade aos elos integrantes da rede;
  3. o conhecimento e reconhecimento (legitimação) dela pelos atores locais;
  • para que a rede se amplie e se fortaleça, é preciso:
  1. a promoção da visibilidade dela, tanto para a própria região quanto externamente;
  2. a manutenção das atividades de mapeamento;
  3. a atualização periódica das informações.

5) Encaminhamentos

Ao fim da atividade, surgiram alguns encaminhamentos visando a continuidade das atividades:

  1. Manter ativo o Blog “Conexões da Zona Sul”, que passará a ser administrado por Cleberson e Léu;
  2. Manter ativo o grupo no Facebook, como estratégia de comunicação;
  3. Conversar sobre os setoriais com mais potencial para a elaboração de projetos de fomento;
  4. Conversar sobre a implantação de uma moeda social de uso amplo na região.

Parque Santo Dias

O que é?

O Parque Santo Dias é um espaço público da cidade de São Paulo, ligado à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Em uma área verde de 134 mil metros quadrados no Capão Redondo, pertinho da estação do Metrô Capão Redondo, o Parque Santo Dias oferece à comunidade um ambiente com trilhas, área de estar, viveiro de mudas, viveiro de plantas medicinais e uma nascente com pequeno lago. Também possui infraestrutura própria com playground, quadras para a prática de vôlei, tênis, futsal, handball, basquete e street ball, quiosque e aparelho de ginástica, academia da terceira idade, arena para atividade física e pista de Cooper, além de biblioteca, sanitários e prédios administrativos.

O que faz?

O parque oferece, abriga e articula diversas ações regulares nas áreas do da Atividade Esportiva (torneios), Atividade Física, Lazer (eventos e festas da comunidade), Recreação, Cultura e Saúde, além de Contemplação da Natureza e Educação Ambiental. Como atividades próprias, destacam-se o “Bosque da Leitura” e os cursos e oficinas de educação ambiental. Permitindo o uso de seu espaço e infraestrutura, o parque apóia a realização de vários projetos da comunidade, como o “Vida Corrida”, o “Capoeira Porta Aberta” e o “Tênis no Parque”, o Basquete e a “Academia de Musculação”.Além disso, o parque abriga o “CECCO Santo Dias” – Centro de Convivência e Cooperativa, que realiza diversas atividades de promoção da saúde por meio da convivência e da realização de oficinas expressivas, lúdicas, culturais, corporais e laborais.

Como surgiu?

A área do parque é originária da antiga fazenda do Instituto Adventista que, em 1990, foi desapropriada para a construção da COHAB Adventista. Nesta época foi criada a Associação de Moradores em prol do Parque Ecológico Santo Dias e, após varias intervenções, o parque foi inaugurado em 07/11/1992. Seu nome homenageia um morador do bairro Capão Redondo, morto em 1979 durante greve trabalhista.

Com esse histórico de conquista de uma área verde de lazer, cujo slogan foi “Não à violência, eu quero lazer!”, o parque é visto pelos moradores como sendo um espaço da comunidade, daí sua utilização pelos moradores e pelos coletivos e associações parceiras, atuantes nas áreas da Luta por Moradia, Educação, Saúde, Cultura, Esporte e Lazer.

Até onde querem chegar?

A administração e o Conselho Gestor do Parque Santo Dias lutam pela efetivação das Políticas Públicas de Parques Municipais da Região (Zona Sul) e, como moradores do território, trabalham pela articulação local das diversas políticas públicas municipais, como forma de garantir sua efetividade e controlar sua execução.

Rede:

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Sobre a rede:

A rede permite uma atuação que inclua a biodiversidade das ações sociais de Saúde, Meio Ambiente, Cultura, Direitos Humanos, Esporte, Lazer, Educação, Cultura, etc. a favor da criança, do adolescente, do adulto e do idoso, relacionando e aprofundando as ações das várias políticas públicas no território.

Nó da rede: Parque Santo Dias (azul escuro)

Rede local: Projeto Vida Corrida, Capoeira de Porta Aberta, Tênis no Parque, Basquete (coletivos em amarelo), CECCO Santo Dias (em azul);

Elos da Rede: Capão Cidadão, UPM, Cooperifa, Projeto Arrastão, Sarau do Binho, Praçarau, A Voz do Povo, SSM, Sacolão das Artes, Coopermusp, CIEJA, Ass. do Jd. Comercial, CDHEP, Casa de Cultura do M’Boi, SubPrefeitura do Campo Limpo, Clubinho da Cultura, Ocupação Terra Prometida (coletivos e associações em amarelo; equipamentos públicos em azul).

“A Rede é como a mata. Ela permite a existência da biodiversidade, das relações entre as espécies”


Para saber mais, consulte: Parque Santo Dias. Entre em contato pelo telefone (11) 5511-9356, ou vá direto lá, na Travessa Jasmim da Beirada, 71 – Capão Redondo, CEP 05868-580 – São Paulo – SP

Por: Egeu e Cleberson, com Clodoaldo Cajado – em 12/05/2016

Escola de Notícias

“Acreditamos em uma comunicação que impulsiona movimentos de transformação nos espaços e nas relações.”

O que é?

A Escola de Notícias é uma escola comunitária de comunicação, uma iniciativa social autônoma e autogerida, feita e liderada por jovens para jovens. É um lugar de estar e de engajar-se numa jornada de aprendizagem pelo conhecimento de si, dos outros, e da vida social, a fim de formar-se e transformar-se. É também lugar de trabalho, como escola e como prestadora de serviços. Por meio da cartografia social e da produção comunicativa, ela busca formas mais significativas, legítimas e autônomas de comunicar as histórias do lugar a partir do próprio lugar e de seus protagonistas. Por isso, dizem que estão formando a nova geração de contadores de histórias, que conta uma história mais significativa, que seja capaz de impulsionar movimentos de transformação das pessoas, dos espaços e das relações.

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 O que faz?

A Escola de Notícias busca, por meio da comunicação, construir novos modos de impulsionar transformações nos espaços, relações e situações. Para isso, usam diversas estratégias de mobilização e engajamento de público, principalmente por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs.

A atuação da Escola de Notícias acontece por meio de duas frentes de ação complementares, uma Produtora Sociocultural e a Escola de Comunicação Comunitária – EComCom. A produtora presta serviços de comunicação e, com os recursos obtidos, mantém a escola.

1 – Produtora Sociocultural

Através da produtora sociocultural, a Escola de Notícias oferece às organizações sociais, grupos culturais, pessoas físicas e jurídicas, serviços na área de comunicação, educação e mobilização comunitária. A Escola de Notícias presta serviços e consultorias, construindo projetos de comunicação em parceria com o contratante. Com a comercialização desses produtos e serviços, a Escola de Notícias se mantém, remunerando quem trabalha na equipe técnica, e também mantém a outra atividade, a Escola de Comunicação Comunitária – EComCom.

2- Escola de Comunicação Comunitária

A Escola de Comunicação Comunitária – EComCom, é uma jornada de aprendizagem em produção comunicativa, desenvolvimento comunitário e autoconhecimento que faz uso da comunicação para investigar apreciativamente o que dá vida e potencializa transformações às comunidades em que estamos inseridos. Para criar essa vivência técnica e humana de desenvolvimento, a Escola de Notícias desenvolveu uma metodologia em que o conhecimento técnico em produção audiovisual (nas quatro linguagens: rádio e som, jornalismo impresso, fotografia e criação gráfica e vídeo com cinema e TV) é oferecido aos jovens de forma modular, em quatro estágios e, na medida em que estudam, eles se relacionam e produzem conteúdos a respeito das quatro comunidades em que estão inseridos na adolescência e juventude: família, bairro, escola e comunidade local.

Embora distintas, as duas frentes de ação não estão separadas, mas sim encadeadas, já que os jovens atendidos passam por três ciclos na Escola de Notícias, um de experimentação, estudo e formação na EComCom, um de vivências laborais no mundo empresarial (por meio de tutoria), e o último atuando profissionalmente pela Produtora Sociocultural. Este último ciclo, chamado de Projeto Impulso, se caracteriza como uma estratégia de Geração de Trabalho e de realização pessoal e profissional por meio da Economia Solidária.

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Como surgiu?

Como coletivo cultural, atuam desde 2013 e, em 2014, foi legalmente constituída como associação, ocupando o Espaço Cultural CITA, que é situado na Praça do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Surgiu da iniciativa de jovens formados pelo terceiro setor tradicional, mas críticos à sua estrutura pesada e burocrática. Surgiu também da criatividade destes jovens em propor algo diferente, centrado em quem atende e não nos seus criadores, por isso a Escola de Notícias incorpora em seu conselho gestor seus alunos, formando novas lideranças.

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Até onde querem chegar?

A pretensão da Escola de Notícias é tornar-se desnecessária e poder acabar, assim que os problemas que levaram à sua criação estejam resolvidos, ou seja: quando as escolas forem um lugar de diálogo, reaproximando-se das comunidades; quando os meios de comunicação não reforçarem os estereótipos sobre a periferia, deixando de induzir à violência; quando houver representatividade da população brasileira na mídia, com um povo falando de si para si; e quando os jovens estiverem ativos economicamente, sendo remunerados por seus talentos.

“Estamos formando a próxima geração de contadores de histórias, que contam uma história mais significativa”

Rede:

“Que cada jovem possa desenhar, se não projetos de vida, ao menos projetos de futuro”

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Nó da rede: Escola de Notícias (azul escuro)
Elos da Rede
Em amarelo (coletivos, associações e empreendimentos):
Casa de Cultura do Campo Limpo; União Popular de Mulheres – UPM; Projeto Arrastão; Cantinho de Integração de Todas as Artes – CITA; Sarau do Binho; Praçarau; Sarau Ponte Pra Cá; Vocação; TV Doc; Associação Monte Azul.
Em azul (equipamentos públicos ): Biblioteca Helena Silveira; SubPrefeitura do Campo Limpo.
Fora do mapa: Coordenação de Juventude do Campo Limpo; Rede de 123 Escolas Estaduais (ensino médio) da região.

Sobre a rede:

Essa é a rede dos parceiros que sustentam as relações que sustentam a Escola de Notícias. Nessa rede há um lugar para a Escola poder existir e fazer o que sabe fazer, que é comunicação e formação de jovens.

 “A rede sustenta a Escola, com ela a escola tem um lugar para existir”


Para saber mais, consulte: Escola de Notícias, SPcultura e Facebook do Escola de Notícias. Entre em contato por contato@escoladenoticias.org, pelos telefones (11) 5844-4116 – 98125-6009, ou vá direto lá, na Rua Aroldo de Azevedo, 20, Jd. Bom Refúgio – Praça do Campo Limpo, CEP 05788-230 – São Paulo – SP.

 Por: Egeu, com Tony Marlon – em 30/04/2016

Projeto ARRASTÃO

“O inovador e interessante aparece na conjunção de diferentes visões e atuações”

O que é?

O Projeto ARRASTÃO é mais que um projeto ou programa, é uma ampla rede de ações educacionais, culturais e comunitárias que, em conjunto, promove a atenção integral às famílias e comunidades do Campo Limpo, M’Boi Mirim e Taboão da Serra. Com a missão de ajudar a região a se desenvolver − formando cidadãos capazes de transformar a realidade e o meio em que vivem − sua equipe profissional e voluntária trabalha para atender “do neto ao avô” por meio de diferentes ações, equipamentos e projetos nas áreas da educação, arte-cultura e desenvolvimento comunitário. Sem distinções de idade, gênero, etnia ou local de origem, realiza cerda de 1400 atendimentos por dia, financiados pelas doações de pessoas e empresas, bem como por meio de convênios públicos e de parcerias privadas.

O que faz?

A rede de ações, equipamentos e projetos que compõe o Projeto Arrastão é ampla, complexa e densa, abrigando equipamentos públicos − um Centro de Educação Infantil (CEI), um Centro da Criança e do Adolescente (CCA), um Centro de Juventude (CJ), um posto de saúde (UBS), uma Brinquedoteca e uma Infoteca, onde são desenvolvidas diferentes ações e projetos nas áreas de educação, arte-cultura e desenvolvimento comunitário (segurança, geração de renda e habitação) para crianças, jovens, adultos e idosos. São alguns deles:

  • Centro de Educação Infantil (crianças de 1 a 4 anos): é dedicado ao desenvolvimento infantil nos aspectos cognitivo, físico, afetivo, social e cultural, baseado na “pedagogia da autonomia” (Paulo Freire) , trabalha valorizando a cultura popular e a construção autônoma de conhecimentos pelos educandos. É realizado em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e parceiros privados.
  • Centro da Criança e do Adolescente: focado no desenvolvimento da cidadania dos educandos, trabalha dando voz aos seus problemas, questões e desafios cotidianos, contribuindo para a cultura de paz por meio das iniciativas “Palavra Amiga” e “Assembleia dos Alunos”. É realizado em parceria com a Secretaria Municipal da Assistência Social. Destaca-se aí o projeto Arrasta-Lata, voltado para a construção de instrumentos musicais com materiais reciclados em oficinas realizadas no Projeto Arrastão, desenvolvendo habilidades motoras, percussão e ritmo e melhorando a auto-estima dos participantes. O grupo de percussão com o mesmo nome − formado por crianças e adolescentes do CCA − une linguagem musical à conscientização ambiental e se apresenta para instituições, empresas e espaços públicos da região do Campo Limpo.
  • Centro de Juventude: dedicado ao desenvolvimento dos jovens em suas habilidades pessoais, profissionais e empreendedoras, atua no fortalecimento de vínculos sociais entre os jovens, suas famílias e sua comunidade, e também preparando-os para o início de sua vida profissional, por meio de diversos cursos, tais como: Juventude na Moda, que trabalha os conceitos de criatividade, design, moda e tendência, dando suporte à construção de trabalhos empreendedores de customização de produtos e acessórios de moda, a partir da reutilização de resíduos industriais; Programa de Formação de Jovens, que oferece orientação profissional para o primeiro emprego para jovens entre 15 e 18 anos, abordando questões como currículo, empreendedorismo, comportamento, apresentação interpessoal e vivência de trabalho, visando inserir os jovens como aprendizes em empresas; Cozinha Cidadã, que aborda a gastronomia enquanto campo profissional, preparando os jovens para atuarem na condição de aprendiz ou de auxiliar de cozinha.
  • Programa de Empreendedorismo Cultural e Tecnológico: trabalha o desenvolvimento de comunidades de baixa renda – em sua trajetória rumo à autonomia – por meio de metodologias de intervenção sociocultural nas áreas da cultura e da tecnologia. São resultados de ações deste tipo: o Núcleo de Dança Pélagos, que inicia jovens entre 15 e 18 anos de idade no desenvolvimento corporal, presença de palco, expressão corporal e ritmos, proporcionando sua aproximação com a arte e a cultura em geral; o Grupo de Teatro Quereres, que atua com peças de teatro-educação abordando temas do universo jovem, como saúde e sexualidade; Coletivo Jovens Artistas, que desenvolve o olhar amplo, o senso crítico e a ação consciente frente aos questionamentos sociais dos jovens, tornando-os menos alienados em relação àquilo que os rodeia;
  • Programa de Tecnologia e Inovação – ArraStart: atua com jovens de 16 a 29 anos das periferias de São Paulo, em parceria com universidades atuantes nas periferias, convidando-os para criarem soluções inovadoras para os problemas que vivem em suas comunidades, bairros e cidade a partir de seus sonhos e projetos de vida. Os participantes constroem coletivamente propostas usando tecnologia para enfrentar os problemas de suas comunidades, as melhores propostas recebem apoio para colocar suas ideias em prática e transformar soluções em negócios sociais que, se viáveis, podem receber recursos para se tornarem realidade.
  • Ações de Desenvolvimento Comunitário: trata-se de ações que articulam, no território, as políticas públicas habitação e geração de trabalho e renda, como ocorre no projeto Cor Arrastão, de revitalização de moradias e de espaços públicos em comunidades de baixa renda, que além de melhorar as condições habitacionais físicas (com a revitalização de fachadas, o arruamento a pavimentação e o saneamento), promove a auto-estima (com o embelezamento das residências e sua regularização fundiária) e o fortalecimento socioeconômico e cultural das comunidades, por meio de oficinas de cultura e arte para a comunidade.

Como surgiu?

O projeto começou por influência do Clube de Mães, atuante na região durante os anos 1960, que formava mulheres da periferia de São Paulo tanto para assumirem as questões de saúde da mulher e de contracepção, quanto para uma participarem de forma igualitária e autônoma na sociedade. Em 1968, em pleno auge da ditadura militar, este grupo de mulheres criou o Projeto Arrastão, primeiro para promover a geração de trabalho e renda, por meio da costura e do artesanato. Com a inclusão das mães no mercado de trabalho, surgiu a necessidade de atendimento aos seus filhos, o que foi feito criando um ambiente educativo de brincadeira e aprendizagem. Inicialmente foi instalada uma creche, que daria origem à CEI e, posteriormente, um núcleo sócio-educativo para atender crianças e adolescentes no contra turno escolar, que daria origem ao CCA e ao CJ. Com o passar do ciclo de vida da população atendida pelo Projeto Arrastão, ele voltou a atuar com adultos, por meio das ações de desenvolvimento comunitário.

Até onde querem chegar?

O sonho dos integrantes do Projeto Arrastão é ver sua região se desenvolver e se fortalecer de maneira mais equilibrada, sem os bolsões de pobreza e vulnerabilidade que existem atualmente. Para isso, participam e acreditam das redes de atores sociais locais, de modo a que todos cresçam se fortaleçam juntos. Entendem que é necessário atuar olhando o conjunto da cidade, realizando parcerias que compartilhem métodos e técnicas de atuação para superação da pobreza e da vulnerabilidade. É com este sonho que vêem desenvolvendo o projeto ArraStart, que busca desenvolver soluções inovadoras para os problemas enfrentados no cotidiano das periferias.

Rede:

“É uma rede em movimento que valoriza o potencial de cada um, unindo inteligências individuais e coletivas, integrando as diferenças, e criando vínculos que se fortalecem em uma trama forte” mapa 1

Nó da rede: Projeto ARRASTÃO

Elos da Rede (em amarelo): UPM, UBS Arrastão, Escola de Notícia, Espaço de Cultura, CITA, EMEI Nathalia Rosemburg, Centro Social da CÁRITAS, Diocese do Campo Limpo, Biblioteca Helena Silveira.

Empreendimentos e coletivos (em azul): Natu Paladares, Dona Costura, Modela Pano, Cardume de Mães, Harrasta Pé, Coletivo de Jovens Artistas, Grupo de teatro Quereres, Grupo de Dança Pélagos.

Sobre a rede:

O Projeto Arrastão se enxerga como uma rede de iniciativas próximas do dia a dia da comunidade, atuando em parceria nas ações desenvolvidas na região, participando e acreditando em outras redes, pois entende que nenhuma organização faz diferença sozinha, mas sim atuando coletivamente, numa conjugação de diferentes visões e atuações. Seus integrantes pretendem que esta rede possa incluir cada vez mais atores que ainda estão isolados, aumentando a densidade local da rede, bem como conectando esta rede a outras redes regionais da cidade, criando articulações fora da região. Entendem que o principal desafio da rede está em aprimorar as práticas democráticas e participativas.

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Para saber mais, consulte: www.arrastao.org.br.

Entre em contato por arrastao@arrastao.org.brarrastao.org.br, pelo telefone 5843-3360 ou vá direto lá, na Rua Doutor Pacheco de Aguirre, 255, CEP 05788-290 – São Paulo – SP.

 Por:  Egeu e Cleberson com Henrique Heder – em 08/04/2016

GOMA – casa de comunicação e arte

“Trampos coletivos focados em comunicação e arte”

O que é?

gomaA GOMA é uma casa de trabalho coletivo que abriga iniciativas individuais e coletivas de cerca de 10 pessoas das áreas de comunicação e arte, tais como web designers, grafiteiras(os), fotógrafos(as) e videomaker.

As iniciativas são a GOMA Gráfica – serviços gráficos rápidos; o jornal impresso DiCampana – Foco na Quebrada – jornalismo independente com foco nas quebradas (Nois por nois); o Coleta Filmes – produtora de audiovisual; e o Estúdio Bocada Forte – estúdio de gravação especializado na cultura hip-hop, além da Carolzinha (Carolina Teixeira) e do Julio Falas, que são artistas visuais, ilustradores e grafiteiros.

Além dos trabalhos desenvolvidos independentemente no espaço da GOMA, há também cooperação entre as atividades dos vários coletivos, como forma de captar e aglutinar trabalhos, conectar diferentes linguagens e desenvolver produtos inovadores.

O que faz?

A GOMA – casa de trabalho coletivo, abriga e promove a cooperação entre coletivos e pessoas atuantes nas áreas de comunicação, jornalismo, produção audiovisual, produção gráfica, fotografia, grafite, ilustrações etc., desenvolvendo produtos inovadores e únicos, tornando possíveis e acessíveis aos parceiros e clientes locais (Zona Sul) projetos de comunicação que sejam efetivos. Os coletivos e artistas abrigados são:

  • A Goma Gráfica – serviços gráficos rápidos, é uma iniciativa que visa tornar possível a criação e produção gráfica de coletivos, grupos ou organizações da Zona Sul, atuantes em diversos setores, mantendo relações de longo prazo que une afinidade, parceria e profissionalismo. O projeto nasceu após uma aquisição do edital VAI 2 (Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais) para produção do jornal impresso DiCampana – Foco na Quebrada.
  • Dicampanaé um jornal impresso que exerce o jornalismo independente com foco nas quebradas. Seguindo o lema “Nois por nois”, é um veículo de comunicação feito de forma independente que tem por princípio levar a comunicação até as pessoas que residem em favelas fazendo com que a informações circulem entre becos e vielas, ampliando o conhecimento do meio cultural, político e econômico que circula pelas quebradas. O jornal também apresenta as organizações, coletivos e espaços que estão diretamente ligados com as temáticas da cultura e direitos humanos e que, muitas vezes, não são conhecidas na região que atuam.
  • O Estúdio Bocada Forte é um dos serviços que a ONG Bocada Forte oferece aos grupos e artistas independentes da zona sul de SP. É um estúdio especializado em hip hop, contribuindo com a produção, divulgação e interpretação de sua cultura. Desde o início, o portal Bocada Forte contribui de forma efetiva para a promoção e o registro histórico da cultura hip hop no Brasil. Em pouco mais de 15 anos de atividade o portal BF tornou-se não só um dos mais importantes veículos de comunicação e divulgação da cultura hip hop, como disponibiliza gratuitamente acesso a um dos maiores acervos multimídia relacionados à cultura de rua. Através do website é possível encontrar informação, conhecimento e entretenimento. Há conteúdo textual (produzido pela equipe do site, colaboradores e usuários), áudio (arquivos mp3, streaming e download), vídeo (videoclipes e filmes) e imagens (registros fotográficos de festas e eventos).
  • A Coleta Filmes – produção audiovisual é uma produtora de filmes, documentários, shows etc., que começou sua iniciativa no audiovisual em meados de 2012. Os primeiros projetos tiveram muita ligação com a temática raiz da Coleta, o registro de rua. O curta “Originais 011”, um audiovisual de extrema qualidade, traduz bem a pegada da produtora, com edição e material underground. Confira o link: https://www.youtube.com/watch?v=bP5DSosanns
    Já passaram bastantes nomes conhecidos pelas lentes do Coleta, como NETO MemaFita, GOG, Kombi do Rap, Projeto Nave, SNJ, Viegas, Dugueto Shabazz, Chaiss na Mala entre outros. Saiba mais no canal oficial do youtube da Coleta Filmes:Canal do Coleta no YouTube
  • Artistas: ainda compartilham o espaço coletivo dois/duas artistas, a Carolzinha (Carolina Teixeira), e o Julio Falas, ambos trabalham com diversas formas de artes gráficas, especialmente com o grafite.
  • Como surgiu?

    Surgiu em 2014 com a proposta do Jornal DiCampana, que foi aprovado e apoiado pelo Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais (Prefeitura de São Paulo). O apoio incentivou o aluguel da casa, a compra da impressora profissional e a publicação de quatro exemplares do Jornal DiCampana (com distribuição Gratuita). Em 2015, passado o período de apoio financeiro do VAI, os membros envolvidos buscaram outras maneiras de financiar suas atividades, entre elas a criação da GOMA Gráfica e do espaço de trabalho coletivo GOMA – Casa de comunicação e arte.

    Até onde querem chegar?

    Partindo da premissa de que “existe tudo na Zona Sul”, a pretensão da Goma é a união de linguagens e serviços como meio de desenvolver e apoiar os projetos de comunicação das organizações, coletivos e projetos sociais da Zona Sul de São Paulo.

    Rede:

    “Cada um tá sonhando dentro da sua realidade e tentando se comunicar com o sonho do outro” (Léu Brito)

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    Em roxo (nó da rede): GOMA, MarLéu, Coleta, DiCampana, Bocada Forte, Carolina Teixeira, Julio Falas, Gessé

    Em Amarelo (parceiros): UPM, Agência Solano Trindade, Banco Comunitário União Sampaio, Rabisko Team, CDHEP, Espaço Comunidade, Dedo Verde, Contexto, Revitarte, Bloco do Beco, Preto no Branco, Tamo Vivo, Fala Guerreira.

    Fora da ZS: Dread e Selva; Em Azul: Casa de Cultura do Campo Limpo

     Sobre a rede:

    A rede são os parceiros que acrescentaram para que a GOMA exista. É uma relação de afinidade que se tornou uma relação de trabalho coletivo e, agora, também uma relação entre clientes, proporcionando uma real colaboração. Entendem que o principal desafio neste sentido foi o de encontrar uma linguagem comum, que unisse os sonhos e as realidades, e que possibilitasse o trabalho coletivo, essa linguagem é a da cultura.

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    Para saber mais, consulte: Goma Gráfica, DiCampana, Bocada Forte, Carolzinha e Coleta Filmes.

    Entre em contato por gomagrafica@gmail.com, pelo telefone 5814-3246 ou vá direto lá, na Rua Sancho Garcia, 16 – Jardim Piracuama, CEP 05763-000 – São Paulo – SP.

     Por:  Egeu e Cleberson com Léu Brito – em 05/04/2016

     

União Popular de Mulheres

“Um espaço que abre portas para os jovens na comunidade”

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O que é?

A União Popular de Mulheres é lugar de chegar e deixar-se ficar, onde conversa e reflexão se tornam reais em ações sociais, artísticas, culturais e econômicas, promovendo a mudança social por meio da vivência da cultura popular e periférica que fortalece e transforma pessoas e contextos.

Integrante da comunidade, a UPM é composta por seus moradores, participa de sua cultura, fala sua língua e está, realmente, sempre de portas abertas para crianças, jovens, adultos e idosos que ali circulam sem quaisquer restrições.

A UPM promove a organização popular e comunitária por meio da valorização da cultura, do saber, e do conhecimento popular. Entende, em sintonia com o pensamento de Paulo Freire, que a efetiva emancipação e cidadania depende não apenas de inclusão laboral, mas também da tomada de consciência popular, sobretudo da necessidade de construir uma outra realidade em que não haja espaço para qualquer forma de opressão social, cultural ou econômica.

É com tais valores e com essa abertura que a UPM acolhe, abriga e incentiva as ações de jovens cujos sonhos guardem afinidade com a intenção ampla de construir cultura, sociedade e economia que sejam igualitárias, democráticas, participativas, solidárias e auto-sustentáveis. Assim, com franqueza, dedicação e militância, é que os integrantes da UPM ouvem, conversam, refletem e trabalham junto com os jovens sobre os desejos, sonhos e projetos deles, buscando criar caminhos e abrir portas para que eles se realizem.

O que faz?

A UPM desenvolve um amplo leque atividades e iniciativas visando à emancipação da mulher, a igualdade nas relações sociais e de gênero, e a plena realização dos direitos sociais, econômicos, políticos, ambientais e culturais. As atividades da UPM se desenvolvem em cinco locais:

A “Casa da Mulher e da Criança” (Jd. Maria Sampaio – Campo Limpo) abriga turmas do MOVA – Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos e uma ampla gama de ações educativas e de articulação social e comunitária. É também lá que estão as suas principais ações inovadoras, como o Ponto de Cultura – “Roda das Mestras”, o Banco União Sampaio, a Agência Solano Trindade, o Projeto Redes – Empreendimentos Culturais Solidários, o projeto Percurso em Defesa da Diversidade Cultural e o Observatório Popular de Direitos, que é uma plataforma virtual de monitoramento dos territórios de alta vulnerabilidade, visando a proposição de políticas públicas e a amplificação da comunicação da comunidade com a sociedade e com o poder público.

Fora da sede ficam o Centro de Defesa e Convivência da Mulher – CDCM “Mulheres Vivas” (Vila Pirajussara – Campo Limpo) e os três Núcleos de Convivência de Idosos: o NCI “Vida Ativa” (Jd. Lídia – Capão Redondo),o NCI “Vitória” (Jd. Ana Maria – Campo Limpo), e o NCI “Alegria Pura” (Jd. Rebouças – Campo Limpo).

Destacaremos algumas das iniciativas da UPM:

CDCM Mulheres Vivas

É um espaço de enfrentamento da violência contra a mulher por meio de atendimento, cuidado, referência, atenção e convívio. Nele, as mulheres e seus familiares encontram acolhimento e diálogo para ressignificar suas relações pessoais e sociais. No espaço do CDCM é oferecido atendimento psicossocial e orientação jurídica, visando o fortalecimento e a emancipação da mulher, fortalecendo assim o protagonismo feminino.

Redes – Empreendimentos Culturais Solidários

O REDES tem como objetivo promover oportunidades para a juventude que encontra na cultura uma forma de ressignificação do trabalho. Suas ações visam fortalecer a rede de empreendimentos culturais solidários da periferia urbana da Zona Sul da cidade de São Paulo, fomentando as cadeias produtivas populares (cultura, alimentação, moda e artesanato) por meio da organização de arranjos produtivos de produção, comercialização e consumo solidários.

Agência Popular Solano Trindade

É um empreendimento cultural construído por jovens que realizam ações culturais na zona sul de São Paulo. Tem como proposta o fortalecimento da economia solidária e da cultura criativa através do incentivo à produção e difusão da cultura popular, criando formas de organização que possibilitem a sustentabilidade e produção autônoma das ações culturais, visando o desenvolvimento local. A agência pretende garantir a viabilização financeira da produção artística do Campo Limpo e do Capão Redondo, atuando em três frentes: 1) fomento a empreendimentos culturais por meio da linha de crédito cultural gerenciada pelo Banco Comunitário União Sampaio; 2) democratização do acesso aos meios de produção cultural e, 3) comercialização na Loja Sociocultural.

Banco Comunitário de Desenvolvimento União Sampaio

É um projeto amplo de finanças solidárias cujo objetivo é reorganizar o consumo e a produção da comunidade, dinamizando a economia local por meio da democratização dos serviços financeiros. A ação do banco é voltada para a geração de trabalho e renda numa perspectiva da Economia Solidária e Desenvolvimento local, atuando por meio da prestação de serviços financeiros em um sistema integrado de crédito, produção, comércio e consumo com participação da comunidade e interação solidária. Para facilitar as interações solidárias o banco criou e utiliza a moeda social “Solano”, que é aceita pelas pessoas, coletivos e comerciantes locais conveniados ao banco. Atualmente o banco está trabalhando para a implantação do E-dinheiro, que é a moeda social eletrônica da Rede Brasileira de Bancos Comunitários / Banco Nacional das Comunidades.

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Como surgiu?

A história da UPM faz parte da história de sua comunidade, um lugar na periferia da cidade de São Paulo. Até o início da década de 70 a região de Campo Limpo era composta por sítios e chácaras que, com o avanço da urbanização, foram divididos em loteamentos populares − alguns clandestinos − que foram rapidamente ocupados, sem a devida instalação de infra estrutura básica.

Em 1974, um grupo de mulheres proveniente de diversos bairros da região se organizou para reivindicar do poder público a atenção para os graves problemas que estavam surgindo, como verminoses, desnutrição, mortalidade infantil, etc. Em 1978 esse grupo organizou um curso de “Saúde da Mulher” que resultou numa série de reivindicações, tais como creches, escolas, asfalto e postos de saúde, culminando com a implantação do primeiro Posto de Saúde do Jd. Lídia (1983).

Porém para dar continuidade à luta era necessário a constituição de uma entidade que tivesse a estrutura jurídica necessária para ter reconhecimento público e assim poder demandar recursos públicos e privados. Tendo em vista o grande envolvimento das mulheres na luta por melhores condições de vida, foi fundada em 1987 a União Popular de Mulheres de Campo Limpo e Adjacências. A criação da entidade foi, portanto, ao encontro das necessidades das mulheres que buscavam seus direitos de cidadãs.

Até onde querem chegar?

A UPM visa: à construção de uma Sociedade Igualitária e Comunitária por meio da consolidação de um espírito permanente de cidadania solidária, assim como da construção de novos valores nas relações entre as pessoas; à construção de uma Cultura Democrática por meio do resgate das manifestações artísticas populares e da descoberta de espaços de atuação coletiva; à construção de uma Economia Solidária e auto-sustentável através de alternativas econômicas e a capacitação e qualificação de recursos humanos; e, finalmente, à construção de um Governo Participativo por meio de articulações junto ao poder público na reivindicação de soluções definitivas para a melhoria de vida da cidade.

Rede:

“Resultado de uma construção coletiva, essa é uma rede de proteção que dá sustentabilidade para o nosso trabalho”

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Em azul (nó da rede): UPM; Banco União Sampaio; Ag. Solano Trindade.

 Em rosa (rede própria): NCIs e CDCM.

  Sem distinção de cor – parceiros: SPeriferia, Percurso Produções, Zica do Mato, Gamão, Arrastão, Capão Cidadão; Cedegas, Goma, Coleta, Marleo, Di Campana, Bocada Forte, Ateliê Popularte, Parque Santo Dias, Espaço Comunidade, Verso em Versos, Dedo Verde, Preto no Branco, MDM, Clube de Trocas Casablanca.

Na zona sul, mas fora do mapa: Terreiro Katina, Aldeia Tenodé Porã (Parelheiros).

 Sobre a rede:

Eles veem a rede como o resultado de uma construção coletiva. Como uma rede de proteção que, mesmo em condições vulneráveis, dá sustentabilidade o trabalho, possibilita o envolvimento e garante a militância das pessoas. Consideram a rede necessária para proteger a vida, possibilitar o sonho, e construir uma nova realidade.

 

Para saber mais, consulte: http://www.uniaopopmulheres.org.br.

Entre em contato por uniaopopmulheres@hotmail.com, pelo telefone 5841-4392 ou vá direto lá, na Rua Zacarias Mazel, 128 – Jd. Maria Sampaio – Campo Limpo, CEP 05790-010 – São Paulo – SP.

 Por:  Egeu e Cleberson com Rafael Mesquita – em 27/03/2016

Clube de Trocas Casa Blanca

“Nosso objetivo é tirar de casa, as coisas e as pessoas.”

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Trocas…

O que é?

Um evento de convívio e de trocas, de (re)união e de mobilização, em que a ressignificação é o lema, eis o que é o Clube de Trocas Casa Blanca.

Ali, pessoas com suas experiências de vida, assim como objetos com seus usos, todos ganham outros sentidos, novos valores, e assim podem reviver para produzir histórias originais. As pessoas ocupam o espaço e suas coisas conquistam a praça, a palavra encontra ouvido atento para a conversa, a arte busca parceiro, irmão, e o dinheiro acha seu devido lugar, valoroso, mas secundário.

As mulheres (sim, são quase todas mulheres) chegam aos poucos para fazer o clube e, em passo lento e constante, ocupam o CEU com sua presença firme e marcante, com seus objetos plenos de uma história que parece querer saltar à vida, parcimoniosamente eles ganham as mesas, e elas a praça, suas vozes encontram ouvidos umas nas outras e em quem mais por lá estiver. Ao miúdo ou à alta voz, por vezes dita ao microfone, enquanto trocam coisas elas falam do que interessa −a violência contra a mulher, a escola das crianças, os persistentes problemas de moradia− tudo ali é importante, ao menos ao julgar pela atenção dedicada à escuta.

“Tirar de casa”, em toda a variedade de sentidos, é seu objetivo. Cada uma leva ao clube conversas e coisas para por em dia, dispondo ali uma variedade de objetos de uso, de consumo ou de contemplação. Roupas e sapatos são maioria, mas há também mudas de plantas, verduras diversas e diferentes como ora-pro-nóbis e taioba, livros, discos, brinquedos, lembranças, uma enormidade delas.

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… e conversas.

O que faz?

O CTCB é lugar de encontro, de convívio, espaço de trocas de objetos e de experiências. Seu espaço é divido em setores. Há o setor das “mesas” (as “bancas” individuais), onde qualquer pessoa disposta a trocar pode ir, levar seus objetos e experiências, sentar numa cadeira com uma mesa, dispor seus objetos, conversar e trocar. Este é o setor que principal, que anima e dá vida ao encontro. Tem o setor da “comida”, onde todos podem levar e colocar bolos, tortas, sucos ou quaisquer comidas. As comidas também são trocadas, mas ficam ali reunidas para que as pessoas se encontrem a redor de uma grande mesa, o que é sempre um bom pretexto para levantar, comer, e conversar mais um pouco. Há o “mercadinho”, que corresponde a uma feira ou armazém, onde são colocados alimentos não perecíveis. E tem ainda mais dois setores que são próprios da “tecnologia social” do clube de trocas, são o “banco” e o “lastro”. O “banco” é onde se troca reais pela moeda social, no caso o “Eco Sampa”, mas nunca se destroca, pois reais ali são um recurso escasso e útil para as atividades coletivas do banco, como imprimir materiais de divulgação, por ex. O “lastro” é a banca coletiva, ou a “banca do banco”, uma mesa maior cheia de produtos que são comprados pelo banco para que os membros não voltem carregados ou fiquem sem moeda social.

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Conversando…

Como surgiu?

O CTCB surgiu em 2012 como iniciativa de economia solidária da Associação dos Moradores do Jardim Casa Blanca e Adjacências, a AMJCBA. Em 2014, com a percepção de que o público era essencialmente feminino, o clube assumiu uma pauta de discussão voltada aos temas importantes para elas, tais como a violência doméstica, os direitos humanos, o genocídio da juventude negra etc., realizado por meio de debates, saraus etc. Em 2015 houve varias iniciativa interessantes devidas à parceria com a União Popular de Mulheres do Campo Limpo, a UPM. Da parceria resultou um encontro com representantes da população indígena do Parelheiros, que elas adoraram, já que eles levaram produtos e conversas diferentes ao clube. Fizeram também, em parceria, uma festa junina do CEU Casa Blanca dentro do Festival Redes.

 

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… e mapeando (fotos por Ernesto)

Até onde querem chegar?

O sonho das integrantes do Clube de Trocas é atrair o público jovem, o que pretendem fazer por meio de atividades artísticas e culturais. Por intermédio do coletivo Dedo Verde, estão em contato com um grupo de capoieira que ira se apresentar durante as atividades do clube. Outro objetivo é ativar a cozinha-escola do CEU Casa Blanca, com o oferecimento de oficinas de culinária e de panificação, cujos produtos poderiam ser vendidos durante as atividades do clube de trocas.  Com esta atividade pretendem atuar como geradores também de trabalho e de renda, visto que cidadania elas já geram muita.

Rede:

“A rede é a nossa formação e nosso futuro”

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Em azul (nó da rede): Clube de Trocas Casa Blanca

Parceiros (elos da rede):

  • CEU CASA BLANCA, Dedo Verde, Espaço Comunidade, AMJCBA – Associação de Moradores do Jardim Casa Blanca e Adjacências, UPM – União Popular de Mulheres do Campo Limpo, Banco Popular União Sampaio, Agência Solano Trindade.

Sobre a rede:

A rede são os parceiros, são eles que possibilitaram a formação do clube e que permitem a qualificação das atividades. Não é uma rede de quem diz que apóia, mas daqueles que fazem parte do dia a dia do clube.

Para saber mais, consulte: www.facebook.com/clubetrocascasablanca/ ou cirandas.net/clube-de-trocas-casa-blanca/sobre

Entre em contato por dsirlene@gmail.com, pelo telefone 9.7375-6567 ou vá direto lá, na Rua João Damasceno, 85, Vila das Belezas, CEP 05841-160 – São Paulo – SP.

 Por:  Egeu, com Sirlene Dias e Dona Lurdes – em 05/03/2016

Calendário de Encontros do Clube de Trocas Casa Blanca.

Tire suas coisas de casa e vá lá você também

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Coletivo DEDO VERDE

“Economia e Preservação Ambiental nas periferias de São Paulo”

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O que é?

O Dedo Verde é um coletivo atuante na área da educação e serviços ambientais. Com atividades práticas e lúdicas, discute as relações entre saúde, economia, sociedade e ambiente, promovendo consciência e cultura ambiental. Hábil no discurso e na prática, sua ação se dá por meio de atividades locais que fazem dele uma referência em questões ambientais na Zona Sul de São Paulo, trata-se de articular oficinas temáticas com micro-intervenções urbanas, tais como a limpeza, recuperação e ajardinamento de áreas degradadas; a implantação de hortas comunitárias e de hortas didáticas em escolas públicas; a produção didática e o consumo demonstrativo de plantas comestíveis não-convencionais; a instalação de cisternas e micro-cisternas urbanas; a articulação entre produtores e consumidores de cestas de produtos orgânicos; e também pela coleta e destinação de óleo de fritura residencial.

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Horta no CEU-EMEF Casa Blanca

O que faz?

Visando uma atuação perene e sustentável, o coletivo trabalha com educação e serviços ambientais por meio de vários projetos e serviços que articulam educação, saúde, economia e meio ambiente:

  • Reciclagem de Óleo – remoção de óleo de fritura residencial e destinação para transformação em Biodiesel. Trata-se da principal atividade econômica e social do Coletivo, que utiliza o óleo como moeda social, possibilitando a troca de óleo por serviços ambientais, mudas de plantas, cestas de produtos orgânicos etc.;
  • Hortas comunitárias e escolares – implantação de hortas didáticas e demonstrativas. Permite recuperar e transmitir às novas gerações os saberes ancestrais dos moradores da região;
  • Cisterna e Mini-Cisterna Urbana – construção de cisternas. Possibilita captar, reservar e utilizar a água de chuva de forma segura;
  • Cestas de Produtos Orgânicos – articulação entre consumidores e produtores de orgânicos. Promove o consumo de produtos orgânicos, fortalecendo a Agricultura Familiar por meio de parcerias entre agricultores e consumidores;
  • Plantas Alimentícias Não-Convencionais – cultivo didático e consumo demonstrativo de plantas não-convencionais. Valoriza plantas comestíveis que fazem parte da cultura popular e possuem alto valor nutritivo, como a Taioba, o Carurú, o Ora Pro Nobis, a Serralha e a Capuchinha.
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Mini-Cisterna Urbana

Como surgiu?

A ideia de um coletivo com atuação educacional e ambiental na região surgiu de várias iniciativas precursoras em outros locais, sobretudo de utilização de tecnologias verdes de baixo custo, como o Bambu na bioconstrução e a reciclagem de óleo. Em 2010, por meio do edital da A BANCA, chamado “Hip-hop conectando quebradas”, houve a elaboração do projeto de “Rap e meio-ambiente” com a implantação de Telhado Verde e Mini-Cisterna na EMEI Chácara Sonho Azul, com palestra na escola sobre a importância da preservação do Meio Ambiente. A lei de resíduos sólidos urbanos deu novo ímpeto ao grupo que, a partir de 2012, começou a atuar efetivamente, buscando sua viabilidade no modelo de utilizar o óleo de fritura residencial como moeda de troca por atividades sociais, educativas e ambientais.

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Mapeando os parceiros (foto do Luca)

Até onde querem chegar?

O Coletivo Dedo Verde pretende ser a referência ambiental na região sul, promovendo a educação ambiental da comunidade por meio da forte articulação social e cultural. Pretende crescer, “quintuplicar”, tendo como expectativa chegar a atender, na coleta de óleo, a um total de 200 mil famílias. Os principais desafios para isso são a necessidade de passar informações em uma linguagem simples e clara, tanto sobre meio-ambiente quanto sobre economia solidária, o que acarreta na necessidade de realizar um “trabalho de formiguinha”.

Rede:

“São pontos que acreditam em nosso trabalho.”

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Em Verde, no alto, o Coletivo DEDO VERDE (nó da rede)

Elos da Rede:

  • Espaço Comunidade, Centro Cultural Monte Azul, Igreja Evangélica, CEU Casa Blanca, Associação de Moradores do Jardim Casablanca, EMEF – Mário Fittipaldi, Condomínio Parque Brasil, Projeto Viela, Bloco do Beco, Fundação Julita, – Fábrica de Cultura, Fábrica de Criatividade, CIEJA Campo Limpo, AFOJOB – Associação Força Jovem Brasileira, Gostosinho Grill, A BANCA, CEU Guarapiranga, Ângela de Cara Limpa, Parque Herculano, MDM – Movimento de Luta por Moradia, UBS Jardim Alfredo, CEMEI Parque do Lago, Conviver é Viver, EMEI Chácara Sonho Azul, IMAAUS – Instituto Meio Ambiente Artificial Sustentável.

Sobre a rede:

Na rede aparecem os pontos de coleta do óleo, que também são parceiros nas demais ações do coletivo DEDO VERDE. A rede já apresenta grande abrangência territorial e, com a priorização de parcerias com as escolas do território, verifica-se um enorme potencial de ampliação tanto do montante de óleo coletado quanto do impacto das ações culturais, sociais, ambientais e econômicas desenvolvidas pelo coletivo e por seus parceiros.

“Nós acreditamos no óleo como moeda social e na educação ambiental para a preservação da bacia hidrográfica do Guarapiranga.”


Para saber mais, consulte: pt-br.facebook.com/coletivo.dedoverde/

Entre em contato por coletivodedoverde@gmail.com, pelos telefones 9.6540-0105 ou vá direto lá, na Rua Domingos Marques, 104, Jardim Monte Azul, CEP 05836-160 – São Paulo – SP

 Por:  Egeu, com Renato Lima, Carlos (Juninho) e Luca– em 29/02/2016

CCESL – Banco Comunitário Autogestão

“Moradia em ação: convívio social, cultura, educação e luta pela casa própria”

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O que é?

A Casa de Cultura e Educação São Luis é uma associação comunitária que realiza diversas atividades nos âmbitos da arte, cultura, educação, saúde, moradia, geração de renda e finanças solidárias. A Casa ocupa um terreno do CDHU amplo e bem localizado, onde mantém diversas salas de aula, consultórios, auditório, sala multiuso e o espaço da administração, além de uma pequena horta comunitária. Ela ainda abriga a Associação de Moradia do Parque Otero, que faz parte do movimento de luta por moradia, o grupo “Magia da Capoeira” e o “Banco Autogestão”, que faz parte da rede de bancos comunitários. A associação se sustenta com as contribuições mensais dos associados, com o trabalho voluntários de moradores e de educadores da região, além de algumas parcerias pontuais.

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O que faz?

Sobretudo um lugar de estada e de convívio social, a Casa trabalha com público de todas as faixas etárias por meio de atividades específicas, oferecendo acesso a um amplo rol de atividades:

  • educativas: se concentram em cursos, tais como os de inglês, redação e práticas bancárias.
  • culturais: se dão por meio de oficinas, eventos e cursos, como os de balé, capoeira, karatê, hip-hop e violão.
  • saúde: tai-chi, ioga, atividade funcional, terapia ocupacional, ludoterapia, apoio psicológico, aleitamento materno, médico da família e controle da pressão arterial.
  • geração e trabalho e renda: se concentram na produção e realização de feiras de artesanato, horta comunitária e também na ação do Banco Comunitário Autogestão que, por meio de um fundo rotativo e de uma moeda social, realiza ações de microfinanças visando o desenvolvimento local.

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Como surgiu?

A Casa surgiu da luta pela moradia no Parque Otero quando, entre 1997 e 1999, os moradores da região lutavam contra os alagamentos, a falta de saneamento, de água potável e de eletricidade. A luta por moradia levou à conquista da construção de prédios do CDHU na região próxima ao Cemitério São Luís e, em 1999, à criação da Casa de Cultura e Educação São Luís. O movimento de luta por moradia digna segue vivo, forte e necessário na região, tendo a Associação de Moradia do Parque Otero como uma importante integrante do Movimento de Moradia da Zona Sul. Quanto ao Banco Comunitário Autogestão, ele surgiu em 2010, dentro do movimento de moradia, como uma forma de fomento do desenvolvimento local, por meio da criação de uma moeda social chamada “Moradia em ação”, que circula no bairro. Atualmente estão reestruturando as atividades do banco, focando na implementação do E-dinheiro, que é um meio de pagamento eletrônico.

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Até onde querem chegar?

O sonho dos integrantes da Casa é que ela se transforme em um Instituto de Formação Política e Cultural, onde o debate político leve à aprendizagem da luta pelos direitos, para que o cidadão de empodere do que já é dele.

Rede:

“A rede é a própria comunidade sustentando e fortalecendo o comércio local.”

mapaNó da Rede:

  • Em vermelho: CCESL; Associação de Moradia do Parque Otero; UMZS – União de Luta por Moradia da Zona Sul; Banco Autogestão

Elos da Rede:

  • Em amarelo – poder público: UBSs do Bairro
  • Em verde – empresa: Mercado Boa Sorte

Sobre a rede:

A rede é a própria comunidade sustentando e fortalecendo o comércio local. A ampliação e a sustentabilidade das atividades da CCESL e do Banco Autogestão dependem de recursos para o trabalho das equipes. Este é um importante desafio que será preciso superar para que todos possam trocar, crescer e se desenvolver juntos, movidos pelo sonho da casa própria.

 “Que o cidadão de apodere do que já é dele!”

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 —

Para saber mais, consulte: casadeculturasaoluis.blogspot.com.br ou https://www.facebook.com/Casa-de-Cultura-e-Educacao

Entre em contato por casadecultura.educasaoluis@gmail.com, pelos telefones (11) 5851-1796, ou vá direto lá, na Rua José Manoel Camisa Nova, 30, Parque Santo Antônio, São Paulo – SP – CEP 05822-01.

 Por: Egeu, com Vânia e Sandra – em 27/02/2016

 

BLOCO DO BECO

“O Carnaval de Rua é a matriz de todas as nossas ações”

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“Arte como instrumento de luta política”

O que é?

Lugar de encontro e de convívio social, de troca de ideias e de saberes, de valorização da cultura popular, isso é o Bloco do Beco, onde acontece também articulação política, social e cultural por meio de debates, encontros, rodas temáticas, palestras, oficinas e eventos.

O Bloco atua em três sedes, a “Casa do Bairro”, a “Sedinha Santa Josefina” e o “Bloquinho do Brincar” (na Favela Erundina):

  • Na “Casa do bairro” fica o “Ponto de Cultura Bloco do Beco”, com atividades para todos os públicos (infantil, juvenil e adulto). Lá são desenvolvidas oficinas de Dança de Salão, Samba-Rock, Capoeira, Ballet e Sopros.
  • Na Favela Erundina funciona o “Bloquinho do Brincar”, que é um espaço voltado às crianças, cerca de 40 por dia, onde desenvolvem atividades alternadas: jogos e brincadeiras (brinquedoteca), rodas de leitura, oficina de Maracatu, artesanato, confecção de brinquedos, passeios, apresentações culturais, oficina de teatro, artes plásticas e musicalização infantil.
  • Já na “Sedinha Santa Josefina” são desenvolvidos encontros, debates e eventos culturais voltados prioritariamente aos jovens, com atividades como curso de comunicação, maracatu, hip-hop, grafite, fotografia e produção de vídeo. Atualmente estão instalando um estúdio para gravação de faixas e compactos. Ali também se encontram e articulam diversos coletivos de jovens, como o “Tamo Vivo”, o grupo de maracatu “Baque e Atitude”, o “Periferia Segue Sangrando” e o “Fala Guerreira”.

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O que faz?

O Bloco do Beco faz Maracatu, e para todos. Como eles dizem: “O Carnaval de Rua é a matriz de todas as nossas ações”. A proposta deles é de pesquisa, aprendizado, preservação, resgate, valorização e vivência das raízes culturais da população local. Atualmente crianças, jovens e adultos (re)conhecem os elementos da cultura nordestina através das oficinas do Bloco do Beco.

Ao juntar as manifestações artísticas com uma atitude de forte contestação política e de fecunda crítica social, o que fazem é educação popular como modo de transformar ideias e visões de mundo da população, em especial da jovem. Com a formação de grupos para apresentações e debates na comunidade, escolas, equipamentos públicos e em outras comunidades, eles dão vida à sua cultura popular, comunicam sua crítica social e politizam a população jovem para a participação em lutas cuja pauta é de mudança: contra o machismo e a homofobia e contra o genocídio da população pobre e negra.

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Como surgiu?

Surgiu como bloco de carnaval em 2002, quando moradores do bairro (sambistas em sua maioria) decidiram resgatar uma tradição que estava se perdendo — o carnaval de rua — com batucadas, cortejos, encontros e debates sobre a importância de mantermos viva aquela tradição Em 2003 oficializaram a Associação Cultural Recreativa Esportiva Bloco do Beco, realizando diversas manifestações culturais.

Em 2006 e alugaram a sede da Favela Erundina, que viriam a comprar em 2008, parcialmente com recursos do Prêmio Pontinha de Cultura e equipar com apoio do programa CQC, da TV Bandeirantes. É ali que atualmente funciona atualmente o “Bloquinho do Brincar”, voltado à infância.

Em 2010 conseguem a cessão de uso de uma casa pertencente à associação de moradores do bairro, que está desativada. Após reformar a casa, criaram ali a “Sedinha Santa Josefina”, ocupando o espaço com atividades destinadas à juventude. É ali que, a partir de 2012, surge o coletivo de juventude Tamo Vivo, que faz militância e formação política e social e é, entre outras atividades, responsável pelo “Sarau Preto no Branco”, que leva poesia, literatura e crítica social às escolas públicas da região.

Até onde querem chegar?

O objetivo é criar, num futuro próximo, um caminho, uma carreira para os jovens seguirem atuando no Bloco. O principal desafio enunciado foi o de amadurecer e crescer sem enrijecer e sem perder seu diferencial, que é a característica de promover e motivar relações horizontais e autônomas entre seus integrantes, de ser um local de construção coletiva, onde se aprende junto.

“Aqui todos tem a chave do Bloco”

 

Rede:

“A rede permite a nossa formação, ela leva e trás informações, a gente luta junto, se educa junto”

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Rede:

  • Em azul (nó da rede): BLOCO DO BECO

Elos da rede

– os coletivos:

  • Baque e atitude, Preto no Branco, Fala Guerreira, Programa Vivenda, Dedo Verde, Espaço Comunidade, Sacolão das Artes, Capulanas, CEDEP, Goma, Katu, UPM

– poder público:

  • Fábrica de Cultura, EMEF De Goule, Casa de Cultura do M’Boi Mirim, Casa de Cultura do Campo Limpo, UBSs do Bairro

Sobre a rede:

Eles veem a rede como aquilo que permite comunicação, trás informação e possibilita a formação conjunta. Com a rede pretendem conseguir políticas públicas para a região, tendo uma pauta de mudança (contra uma polícia militar que bate, pune e mata, contra o machismo e a homofobia etc.), visando a redução das desigualdades, e a arte como instrumento de luta política.

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Para saber mais, consulte: www.blocodobeco.org ou Bloco do Beco no FB.

Entre em contato por luizdobloco@gmail.com, pelos telefones (11) 5852-8313, ou vá direto lá, na Rua Dr. Benedito Arruda Vianna, 126, Jd. São Francisco, São Paulo, SP CEP 05815-095

 Por: Egeu, com Luiz e Eduardo – em 24/02/2016